Visita de jornalistas movimenta curso em coletiva de imprensa
Convidados responderam perguntas acerca de suas profissões, mercado de trabalho e compartilharam dicas para os futuros jornalistas
Por
Gabriel Monteiro
Data:
15 de junho de 2026
No
dia 29 de abril de 2026, o Centro Universitário Alves Faria (Unialfa) contou
com a presença de dois importantes expoentes no cenário jornalístico
goianiense: Michel Victor, assessor de imprensa, e Paulo Henrique Santos (PH),
apresentador do Goiás Record. A coletiva com os alunos
do curso de Jornalismo aconteceram no auditório da Unidade Bueno,
localizada na Avenida Mutirão, no período noturno.
Durante aproximadamente duas horas, os convidados
receberam dúvidas dos alunos sobre diversos aspectos diferentes do fazer
jornalístico. Algumas perguntas foram respondidas apenas por Victor ou por
Santos, enquanto outras foram respondidas por ambos.
A primeira questão levantada foi em torno da
apuração de notícias. Santos respondeu que um fato é apurado através das
fontes, e que elas são construídas com o tempo. Ele ainda citou que a matéria
não acaba quando vai ao ar, mas tem repercussões na mídia e na opinião popular.
Já Victor respondeu que, para apurar as notícias, ele constrói um
relacionamento com as fontes. Sendo perguntado sobre a forma na qual se deveria
formar uma “amizade” proveitosa com a fonte, Santos disse ainda que a fonte
deve se satisfazer com o que for publicado. “Às vezes a fonte quer vaidade,
publicidade, a fonte sempre tem um interesse, ou ela não lhe servirá de fonte”,
salientou ele.
Durante o curso da conversa, Santos ainda citou o
uso de Inteligência Artificial (IA) na área jornalística. Em sua experiência
pessoal, a parte mais feliz do trabalho de um jornalista é escrever um texto e
ver sua matéria original sendo publicada é prazeroso.
Em seguida, os jornalistas foram questionados sobre
qual era o maior desafio para quem iniciando na área, e que diferencial
facilitaria uma oportunidade a quem desejasse. Victor comentou que achava os
veículos de comunicação distantes a princípio, e que sempre é cobrada uma
perfeição para quem está iniciando, o que não deveria ocorrer. “Hoje em dia, se
me falarem para entrar ao vivo, eu entro tranquilamente. Numa primeira
cirurgia, um cirurgião sempre vai se sentir nervoso, mas é normal. Resiliência
e paciência. A faculdade é extremamente importante, mas na parte prática, o
mercado foi mais importante”, observou ele, no curso da sua resposta.
Ele também citou que, a princípio, não queria
trabalhar com assessoria de imprensa e com economia, mas que entendeu que não
havia necessidade de se tornar um economista, mas sim a de apurar a notícia e
praticar a escuta de diversas fontes, se aprofundando no assunto para
traduzi-lo de maneira objetiva.
Respondendo
à mesma questão que Michel Victor, Santos observou que desde sua entrada no
mercado de jornalismo, existia crise, porém, havia poucos lugares para se
trabalhar; e hoje, com a revolução digital, as possibilidades são maiores e os
ganhos também. Em seu comentário, ele destacou que grandes empresas costumam
ter empresas contratadas de assessoria ou um departamento interno próprio. Ele
também incentivou os alunos a fazerem um estágio, mesmo que não fosse o que
eles estivessem procurando, pois a experiência deixaria tudo mais propício.
Dentre outras perguntas, os dois convidados foram
questionados sobre como deveria ser combatida a corrupção sem tomar um partido
político. Santos alinhou o pensamento de que não existia imparcialidade no
jornalismo, e que os veículos de comunicação brasileiros tinham medo de se
posicionar, enquanto os americanos sempre foram mais abertos aos seus
posicionamentos. Já Victor destacou que o jornalista deve apurar a verdade,
independente do fato disso incomodar alguém, pois caso ele fale de forma crítica
de um lado, ele será acusado de pertencer ao outro lado. Ele também salientou
que é contra o posicionamento ideológico de jornalistas.
Os jornalistas ainda receberam outras perguntas,
cujas respostas variaram em seu tamanho. A coletiva de imprensa se encerrou
entre as 21:00 e as 22:00 da noite. Ao final da noite de sabatina, foram
tiradas algumas fotos com os convidados e os alunos da turma de Jornalismo
Econômico, na presença de seu professor, Breno Magalhães.

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